O Irão descreveu como inútil manter negociações de paz com os EUA, numa mesma altura em que Israel intensificava ataques contra o Líbano. A atenção recai sobre um possível memorando entre Washington e Teerão, cuja assinatura não foi confirmada para hoje.
Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que a agressão sionista contra Dahieh mostra a falta de vontade dos EUA de cumprir compromissos. O general Assadi também indicou que tais crimes terão resposta, sem detalhar ações.
Trump assegurou nas últimas dias que o acordo estaria quase pronto para assinatura, mas o Irão tem vindo a exigir a inclusão do conflito no Líbano e tende a adiar o desfecho diplomático.
Ponto de discórdia: áreas de negociação em conflito
Uma delegação do Catar chegou a Teerão para facilitar a finalização do acordo, segundo fontes diplomáticas. EUA e Irão trocaram mensagens contraditórias sobre o conteúdo, refletindo posições opostas de cada parte.
O Irão mantém que continua no controlo do Estreito de Ormuz, enquanto os EUA rejeitam esse modelo de supervisão. Abbas Araghchi afirmou que o levantamento do bloqueio naval dos EUA é essencial para um entendimento viável.
Outra divergência central envolve o programa nuclear iraniano, especialmente o stock de urânio altamente enriquecido. Teerão defende tranquilidade nuclear como pacífica, ao passo que Washington e aliados receiam finalidades militares.
Araghchi indicou que a diluição do urânio poderia ocorrer dentro do território iraniano. Trump mencionou a possibilidade de recolha de material nuclear caso haja acordo, sem detalhar métodos.
Benjamin Netanyahu afirmou que, segundo o seu entendimento com Trump, qualquer acordo deveria incluir a exclusão do material nuclear enriquecido do Irão.
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