Israel bombardeou o bairro de Dahieh, em Beirute, incluindo Ghobeiry, numa operação que envolve as Forças de Defesa de Israel (IDF). O ataque atingiu infraestruturas do Hezbollah e ocorreu num contexto de intensificação tática na frente libanesa.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, os ataques foram descritos como cirúrgicos pela IDF, alegando visado a um centro de comando do Hezbollah que, segundo as autoridades israelitas, planeava ataques contra civis e soldados no sul do Líbano. O gabinete de Netanyahu confirmou a atuação.
As autoridades israelitas indicaram que os alvos pertencem ao Hezbollah e que as ações visam responder aos disparos do grupo contra território israelita. Antes dos ataques, a IDF afirmou ter tomado medidas para reduzir riscos para civis locais.
No fim de semana, os ataques israelitas já tinham causado mortes noutras localidades do Líbano, incluindo Maarakeh, Ar-Rihan, Jezzine, Deir al-Zahrani e Kafr Reman, elevando a urgência humanitária e a pressão por contenção.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, descreveu o momento como decisivo para o país, sublinhando a necessidade de um Estado soberano que respeite a lei. Aoun afirmou que o país não pode ser arrastado por lógicas de milícias nem por jogos regionais.
Paralelamente, as negociações entre EUA e Irão, mediadas pelo Paquistão, aproximaram-se de um acordo considerado próximo, com uma assinatura prevista para breve. O entendimento não aborda questões nucleares ou ativos congelados, mas prevê um período de 60 dias para discussões técnicas.
Tensões e perspetivas
A possível assinatura pode influenciar a região, especialmente no Líbano, onde a presença do Hezbollah compõe o equilíbrio de forças. O Irão, aliado do Hezbollah, tem pressionado por condições que encerrem ataques israelitas ao território libanês. A evolução diplomática permanece incerta.
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