O governo de Gana enviou uma nota oficial às autoridades do Canadá para protestar contra a recusa de visto a Thomas Partey. O jogador do Villarreal foi impedido de entrar no Canadá devido a acusações de violação em Inglaterra. A resposta ganesa pede a reversão da decisão.
O episódio acontece no contexto da deslocação da seleção ganesa para o Mundial 2026, que se realiza nos EUA, México e Canadá. A FIFA confirmou que não se envolve em procedimentos de imigração dos países anfitriões e segue com o planeamento do torneio.
O meio-campo, que celebra 33 anos neste sábado, está ligado ao caso criminal em Inglaterra, onde enfrenta várias acusações de violação e uma de agressão sexual por atos entre 2020 e 2022. Partey alega inocência relativamente às seis primeiras acusações.
Na sexta-feira, o visto de entrada do jogador foi negado no Canadá, o que impossibilitou a viagem de Boston, onde a seleção ganesa está concentrada, para o jogo de estreia contra o Panamá. A partida está marcada para o Estádio BMO Field, em Toronto, na quarta-feira.
A seleção do Gana, treinada por Carlos Queiroz, está no Grupo L e abre o grupo com o duelo frente ao Panamá. Diz-se que a recusa de visto impede a participação de Partey no primeiro confronto do Mundial 2026 para o conjunto ganês.
Contexto jurídico e agenda do Mundial
A FIFA reiterou que não participa em decisões de imigração entre países anfitriões. Ainda assim, o caso de Partey permanece em curso em tribunais britânicos, onde surgem novas acusações de violação apresentadas em fevereiro. O atacante citado nega as acusações, mantendo-se em liberdade sob fiança.
O Canadá não se pronunciou publicamente sobre a motivação específica da recusa do visto. O Governo de Gana indicou que irá continuar a buscar uma solução com as autoridades canadenses para permitir a participação do jogador no torneio, caso haja reconsideração.
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