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Segunda noite de motins em Belfast contra a imigração

Belfast vive segunda noite de motins contra imigração; polícia recorre a canhões de água, 12 agentes feridos e 16 detenções, com redes sociais a amplificar a violência

O rescaldo de mais uma noite de protestos
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Pela segunda noite consecutiva, motins ligados à imigração agitaram Belfast e outras cidades da Irlanda do Norte. A polícia usou canhões de água para dispersar blocos de manifestantes, que se reuniram em vários pontos durante a noite de quarta-feira. Os distúrbios concentraram-se especialmente na rotunda de Sandyknowes, nos arredores de Belfast, com confrontos entre a polícia e cerca de 300 pessoas.

Os protestos, iniciados na véspera, mantiveram-se mesmo após reforços no dispositivo policial. Nas imagens da noite, foram vistos carros em frente de uma barricada improvisada e ataques com pedras e objetos incendiários. A circulação acabou por normalizar por volta das 23h30, deixando um rasto de estragos e perturbações.

Reforço do dispositivo policial e detenções

O subcomissário-chefe do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte indicou, numa conferência de imprensa, 12 agentes feridos, alguns com lesões causadas por cocktails molotov, e 16 detenções já feitas. Acrescentou que as investigações continuam para identificar os participantes e levá-los à justiça.

Banditismo racista e responsabilidade das redes sociais

O ministro para a Irlanda do Norte afirmou que as redes sociais contribuíram para a propagação de vídeos e listas de alvos. Foi referido um vídeo de um homem de origem sudanesa como um motivador dos ataques, que gerou previsões de ações coordenadas por parte de grupos extremistas. As autoridades classificaram as ações como banditismo racista, defendendo que redes sociais devem ser responsabilizadas pela escalada da violência.

Controlo de imigração e reação política

O ministro assinalou que mais de 1000 pessoas foram removidas do território norte-irlandês no último ano por não terem direito de permanência, com perspetivas de intensificação de fiscalizações. A líder do Partido Conservador pediu desculpas pela atuação anterior do governo em matérias de asilo, acrescentando que se deve lidar de forma mais eficaz com as falhas na fronteira. Não houve afirmações de mudança de posição por parte de outras formações políticas.

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