O Mundial 2026, marcado para os EUA, tem enfrentado uma receção menos entusiástica do que o previsto pela hotelaria e pelo turismo. Vistos, custos elevados e o que tem sido descrito como um clima de incerteza afastaram parte dos viajantes, dificultando a projeção de receitas no sector.
A procura internacional caiu, com hotéis a reduzir tarifas para atrair reservas. Voos da Europa registaram quebras moderadas e os pacotes de viagem associam-se a preços altos para as cidades-sede em 16 locais distintos, distribuídos por três países.
As reservas de voos europeus para junho e julho caíram em média, segundo a Cirium, com Nova Iorque a registar uma quebra de 15,8%. A organização hoteleira de Nova Iorque prevê menos visitantes do que o inicialmente esperado pela FIFA, estimando meia milhão, face aos 1,2 milhões projetados.
O preço dos bilhetes também tem sido apontado como entrave. Dados de mercado indicam preços de base elevados e uma prática de precificação dinâmica que tende a aumentar conforme o início do campeonato se aproxima. A procura de última hora pode manter-se fraca, dependendo de vistos e logística.
Em Nova Iorque, várias redes hoteleiras anunciaram descontos para o período do Mundial, com tarifas reduzidas para incentivar a ocupação. Relatos de mercado apontam que ainda há reservas ligeiramente a subir, sobretudo entre adeptos do Reino Unido e da Noruega, segundo fontes do sector.
Enquanto a Airbnb aponta para o maior evento de sempre, a oferta de alojamento de curta duração em cidades como Boston e Los Angeles mostra aumentos de preços, com tarifas médias já acima dos 200 a 300 dólares por noite, de acordo com dados de mercado.
Os organizadores mantêm, no entanto, a expectativa de procura associada a atividades de lazer durante o torneio, mantendo-se a análise de que o Mundial pode criar oportunidades para destinos urbanos com forte oferta turística, mesmo que o impulso inicial tenha ficado aquém do esperado.
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