A polícia disparou canhão de água para dispersar manifestantes anti-imigração em Newtownabbey, perto de Belfast, na Irlanda do Norte, na quarta-feira, 10 de junho de 2026. A operação ocorreu após um ataque com faca em Belfast no início da semana. A violência coincidiu com distúrbios que já se verificavam na região.
Os protestos repetiram-se pelo segundo dia consecutivo, com participantes encapuzados a atirar tijolos e garrafas à força policial e a incendiar veículos e caixotes do lixo. As autoridades apelaram à calma, mas os incidentes ocorreram em várias localidades da Irlanda do Norte e da Escócia.
Na noite de terça-feira, imagens de vídeo mostraram um ataque com faca em que um homem golpeava outra pessoa na rua, até ser contido por um grupo. Um sudanês de 30 anos, supostamente identificado como Hadi Alodid, foi detido e acusado de tentativa de homicídio. A vítima, Stephen Ogilvie, sofreu lesões graves e permanece hospitalizada.
A família de Ogilvie emitiu um comunicado exprimindo devastação e repulsa pela violência, salientando o contributo de migrantes ao país e o valor do seu trabalho nos serviços de saúde e hotelaria. O texto pediu que a tragédia não seja usada para dividir a comunidade.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou os distúrbios como inaceitáveis e apelou à calma, sublinhando a necessidade de deixar a polícia cumprir o seu trabalho. O gabinete confirmou o apoio às forças de segurança.
Dois agentes ficarem feridos durante os protestos em Belfast e outros dois em Glasgow constam como vítimas da resposta policial, indicam as autoridades. Ainda não há estimativas oficiais sobre o número total de feridos ou sobre danos materiais.
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