O Uzbequistão garantiu a qualificação para o Mundial de 2026, tornando-se numa das selecções asiáticas a ascender ao torneio. A equipa passou com facilidade pelas duas fases de qualificação e não precisou de rondas suplementares nem de play-off intercontinentais.
O que mudou desde a fase de qualificação foi a liderança técnica. Srecko Katanec afastou-se por motivos de saúde e o seu adjunto Timur Kapadze conduziu a equipa até à confirmação. A federação optou por um treinador estrangeiro, Fabio Cannavaro.
Cannavaro, ex-campeão mundial com a Itália em 2006, chega com uma carreira de jogador ilustre e poucos jogos como treinador. O desafio é grande para um técnico em início de ciclo, que já soma oito partidas à frente da selecção.
Entre os pilares da equipa destaca-se o central Abdukodir Khusanov. O defesa de 21 anos atua no Manchester City desde a época passada, após transferência de 40 milhões de euros ao Lille, onde era titular.
A defesa é complementada por uma frente ofensiva com experiência internacional. Eldor Shomurodov, avançado do Basaksehir, soma 45 golos pela selecção e viveu períodos na Roma. Regista 23 tentos na última Liga turca.
Outro atacante-chave é Abbos Fayzullaev, que brilhou pelo CSKA Moscovo antes de seguir para o Basaksehir, em paralelo com Shomurodov. Ambos reforçam uma linha ofensiva com qualidade combinada.
Shomurodov chegou ao Mundial após a melhor temporada da carreira, com atuações consistentes na Turquia. Fayzullaev, por seu lado, soma minutos importantes no campeonato russo antes do salto para a Liga turca.
A equipa uzbeque aposta num conjunto com várias referências locais, apoiadas por jogadores que atuam no estrangeiro. A aposta é em manter consistência defensiva e explorar o momento de forma dos atacantes.
A qualificação confirma o Uzbequistão como uma das novidades do Mundial de 2026, numa conjuntura em que a seleção já mostrou capacidade de superação em etapas anteriores. O próximo desafio é manter a solidez construída.
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