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Segunda noite de protestos violentos em Belfast após esfaqueamento

Segunda noite de distúrbios em Belfast, após esfaqueamento de residente por imigrante detido; polícia usa canhões de água e camião incendiado

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A segunda noite de distúrbios chegou a Belfast e aos arredores da Irlanda do Norte, após o esfaqueamento de um residente cometido por um imigrante detido. A vítima continua hospitalizada com ferimentos graves no rosto, pescoço e costas.

Segundo relatos locais, cerca de 200 pessoas reuniram-se em Sandyknowles e lançaram pedras e garrafas contra a polícia, que respondeu com canhões de água. Um camião foi incendiado durante os confrontos.

A indagação pública tem feito soar críticas políticas, após a divulgação online de vídeos do ataque. O alegado autor, na casa dos 30 anos, foi detido por suspeita de tentativa de homicídio, com uma faca de cozinha localizada no local.

Contexto e desdobramentos

A família da vítima emitiu um comunicado, reiterando que não apoia violência e que quer protestos pacíficos. A nota elogia a contribuição de migrantes para serviços públicos e restauração, pedindo que a tragédia não fomente hostilidades.

A polícia informou que a multidão tentou chegar ao Hotel Chimney Court, onde permanecem imigrantes em espera de resolução de asilo. As autoridades alertaram para o risco de mensagens de contacto que possam incitar novos protestos.

Em Glengormley, a PSNI também utilizou canhões de água. Em Newtownabbey, jovens encapuzados lançaram objetos contra barreiras policiais. Derry e Stormont registaram episódios de distúrbios com pneus em fogo.

Alguns comerciantes fecharam mais cedo e houve recomendações de teletrabalho. O serviço de transportes públicos cancelou várias linhas de comboio e de autocarro a partir de determinada hora.

As imagens do ataque geraram ondas de comentários de ódio nas redes sociais e apelos para manifestações, impulsionados por figuras públicas com influência internacional.

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