A Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso foi alvo de um ciberataque no fim de semana, detetado na manhã de segunda-feira. O provedor, Ricardo Baptista, confirmou a ocorrência à Lusa.
Os efeitos têm-se fazer sentir principalmente no atendimento das unidades médicas de trabalho externo. Um exemplo é o cancelamento de marcações na clínica de gastroenterite, segundo o responsável.
Apesar disso, o cuidado aos utentes das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) permanece assegurado, assegurou Ricardo Baptista, sem que haja implicações nesse domínio.
O ataque foi sinalizado à Polícia Judiciária. A direção afirmou ter fechado o sistema de forma hermética ao exterior e está a ser instalada uma equipa externa para identificar a origem e os elementos afetados.
A ocorrência foi detetada na segunda-feira de manhã, com a possibilidade de ter acontecido durante o fim de semana, revelou o provedor. A duração da normalização depende do que tiver sido afetado e da vulnerabilidade identificada.
Até ao momento não houve pedido de resgate, acrescentou. Foi dada comunicação às entidades competentes e aguardam-se indicações sobre os próximos passos.
Susana Freitas, diretora de Recursos Financeiros e Tecnologia de Informação, enviou um email aos colaboradores com orientações de segurança. Pedem para não ligar, desligar, reiniciar ou reparar equipamentos por iniciativa própria.
Também alertam para não abrir emails, anexos ou ligações suspeitas. Não devem inserir pens/dispositivos USB nos computadores até nova indicação. A Lusa recebeu o conteúdo do email, que reforça as medidas de proteção.
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