Mariano Barreto, antigo treinador do Gana, analisa o momento da seleção africana após a chegada de Carlos Queiroz, que assumiu o comando há dois meses antes do Mundial de 2026. O técnico português tenta reagrupar o grupo para a fase final, diante de dois jogos de preparação apenas usados para moldar a equipa.
Queiroz, aos 73 anos, é o único treinador luso presente na fase final de 2026. O objetivo é consolidar uma identidade tática partindo de jogadores com experiência em clubes de renome, como Antoine Semenyo e Jordan Ayew, e adaptar mensagens aos vários contextos dos jogadores.
O Mundial 2026 decorre de 11 de junho a 19 de julho, com 48 seleções pela primeira vez. O torneio será disputado em território tripartido pelos EUA, México e Canadá, e antecipa 104 jogos. O Gana integra o Grupo L, junto a Inglaterra, Croácia e Panamá.
Barreto sublinha que a prioridade inicial de Queiroz é uma análise minuciosa individual e coletiva, sem descurar o passado recente da seleção. Um dos principais desafios será alinhar um onze competitivo entre jogadores de perfis distintos e que não se enquadram no modelo anterior.
Entre as peças convocadas estão o capitão Jordan Ayew, o avançado Antoine Semenyo, o jogador Iñaki Williams e o médio Thomas Partey. A equipa ganesa encara Inglaterra e Croácia como favoritas para ocupar os dois primeiros lugares do grupo, com o Panamá a completar o trio.
Mariano Barreto recorda que o Gana disputou Mundiais anteriores sem consecutividade, e assume a responsabilidade de manter a confiança dentro do plantel. A ausência por lesão de Mohammed Salisu e Mohammed Kudus é apresentada como factor de impacto na construção do plantel.
O antigo treinador enfatiza que o Gana tem qualidade suficiente para chegar aos oitavos de final, repetindo a força de uma geração com potencial para superar o desempenho da fase de grupos de edições passadas. A situação, porém, está condicionada pela pressão externa e pela necessidade de coesão interna.
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