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Israel e Líbano chegam a cessar-fogo condicionado após negociações dos EUA

Cessar-fogo condicionado depende da cessação total dos disparos do Hezbollah e da retirada dos seus militantes do sul do Líbano, com zonas piloto sob controlo exclusivo das forças armadas libanesas

Embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee (segundo da esquerda), com Dan Holler, chefe de gabinete do Departamento de Estado (terceiro), 2 jun. 2026, Washington. (AP Ph
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Israel e o Líbano acordaram esta quarta-feira um cessar-fogo condicionado, após negociações em Washington lideradas pelos EUA. O acordo exige uma cessação total dos disparos por parte do Hezbollah, apoiado pelo Irão, e a retirada dos seus militantes do sul do Líbano.

O entendimento foi divulgado num comunicado conjunto após a quarta ronda de contactos entre diplomatas libaneses e israelitas desde o início dos combates, em março. O acordo depende do comportamento do Hezbollah, que rejeitou cessar-fogos parciais em tom de alerta.

Condições do cessar-fogo

O acordo prevê a criação de zonas piloto em que as forças libanesas assumem o controlo exclusivo do território, excluindo atores não estatais. As partes vão manter contactos regulares para avaliar o cumprimento.

Contexto militar

Israel tem intensificado ataques e conduz a ofensiva terrestre mais profunda no Líbano em duas décadas. O Hezbollah alegou ter atingido tropas israelitas, em meio a confrontos transfronteiriços.

Desdobramentos e próximos passos

Foram reportados ataques a mais de 20 alvos no sul do Líbano, incluindo um veículo na saída de Beirute. O Ministério da Saúde libanês indica mortes de sírios e palestinianos num ataque próximo a Tiro, contradito por as declarações de um porta-voz militar israelita.

Reação internacional

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou desejar negociações separadas entre o conflito no Líbano e o programa iraniano. O embaixador iraniano na ONU reiterou que os conflitos estão interligados, advertindo retaliação se Beirute for alvo.

Próximas reuniões

As delegações devem reunir-se novamente na semana de 22 de junho, com o objetivo de chegar a um acordo global. Washington confirmou a mediação contínua para facilitar o diálogo entre as partes.

Dados sobre o balanço

Desde o início dos combates, já foram registados mortos entre profissionais de emergência e população local, com números variando conforme as fontes. As avaliações sobre danos civis continuam em curso.

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