Israel e o Líbano acordaram esta quarta-feira um cessar-fogo condicionado, após negociações em Washington lideradas pelos EUA. O acordo exige uma cessação total dos disparos por parte do Hezbollah, apoiado pelo Irão, e a retirada dos seus militantes do sul do Líbano.
O entendimento foi divulgado num comunicado conjunto após a quarta ronda de contactos entre diplomatas libaneses e israelitas desde o início dos combates, em março. O acordo depende do comportamento do Hezbollah, que rejeitou cessar-fogos parciais em tom de alerta.
Condições do cessar-fogo
O acordo prevê a criação de zonas piloto em que as forças libanesas assumem o controlo exclusivo do território, excluindo atores não estatais. As partes vão manter contactos regulares para avaliar o cumprimento.
Contexto militar
Israel tem intensificado ataques e conduz a ofensiva terrestre mais profunda no Líbano em duas décadas. O Hezbollah alegou ter atingido tropas israelitas, em meio a confrontos transfronteiriços.
Desdobramentos e próximos passos
Foram reportados ataques a mais de 20 alvos no sul do Líbano, incluindo um veículo na saída de Beirute. O Ministério da Saúde libanês indica mortes de sírios e palestinianos num ataque próximo a Tiro, contradito por as declarações de um porta-voz militar israelita.
Reação internacional
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou desejar negociações separadas entre o conflito no Líbano e o programa iraniano. O embaixador iraniano na ONU reiterou que os conflitos estão interligados, advertindo retaliação se Beirute for alvo.
Próximas reuniões
As delegações devem reunir-se novamente na semana de 22 de junho, com o objetivo de chegar a um acordo global. Washington confirmou a mediação contínua para facilitar o diálogo entre as partes.
Dados sobre o balanço
Desde o início dos combates, já foram registados mortos entre profissionais de emergência e população local, com números variando conforme as fontes. As avaliações sobre danos civis continuam em curso.
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