Woodensky Pierre é o único jogador da equipa nacional de futebol do Haiti que vive no país e aguarda ainda o visto dos EUA para se apresentar com a comitiva na Flórida, semanas antes do Mundial. A equipa prepara dois jogos de preparação na região da Florida.
O médio defensivo joga no Violette AC, de Porto Príncipe. A capital enfrenta uma elevada violência de gangues, com estimativas a apontar que cerca de 70 por cento da cidade está sob controlo dessas organizações.
Para já, os restantes 25 jogadores atuam fora do Haiti, em ligas de Inglaterra, França, Portugal, Canadá e EUA. O Mundial será apenas o segundo da história do país, depois de 1974.
Visto pendente e planos de treino
Os vistos de Pierre e de cerca de uma dúzia de funcionários da federação ainda não foram emitidos. A administração dos EUA continua sem aceder aos pedidos, o que obriga o jogador a treinar num relvado sintético em Pétion Ville, próximo de Porto Príncipe.
O presidente da Federação Haitiana de Futebol, Thecieux Jeanty, explica que Pierre poderá juntar-se à equipa em breve, caso haja solução rápida. Jeanty reforça que é uma oportunidade para o jogador lançar-se ao mundo e possívelmente firmar contrato.
Devido ao perigo no estádio local, a equipa disputou os jogos de qualificação para o Mundial em Curaçau. A preparação para o Mundial inclui dois amistosos: frente à Nova Zelândia e ao Peru, na Flórida.
Contexto e percurso da seleção
Woodensky Pierre, natural de Cite Soleil, é criada no bairro marcado pela violência e pobreza. A ONU relata deslocações de milhares de pessoas na área devido à violência. A federação valoriza o talento de Pierre e a participação no Mundial como marco para o país.
O Haiti abre o Mundial a 13 de junho, contra a Escócia, em Foxborough. A equipa defronta Brasil a 19 de junho e Marrocos a 24 de junho, com jogos distribuídos pela Costa Leste dos EUA.
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