Um relatório apresentado na cimeira Smart Ageing Summit, em Oxford, defende que as pessoas assumem pelo menos 80% da responsabilidade pela sua saúde na velhice, contrariando a ideia de um declínio inevitável.
O documento Viver Mais e Melhor foi elaborado por especialistas britânicos em medicina, envelhecimento e saúde pública, ligados ao Oxford Longevity Project, e citado pelo jornal The Guardian.
Os autores sustentam que fatores como alimentação, consumo de álcool, sono e hábitos diários têm impacto superior ao da genética na longevidade, sugerindo evitar alimentos processados, reduzir o consumo de carne, dormir melhor e limitar o álcool.
O grupo de investigadores também defende medidas governamentais mais rigorosas sobre o álcool, semelhantes às restrições aplicadas ao tabaco, como forma de promoção de estilos de vida mais saudáveis.
As afirmações geraram críticas de especialistas internacionais, que consideram a percentagem uma simplificação e apontam para o peso de fatores como pobreza, poluição, condições de trabalho e acesso aos cuidados de saúde.
Alguns investigadores defendem que a saúde resulta de múltiplos fatores sociais e económicos, não apenas de escolhas individuais, destacando a importância de um enquadramento estruturante para melhor compreender a longevidade.
Os autores do relatório reiteram que a mensagem pretende oferecer maior controlo e esperança sobre o envelhecimento, destacando o papel das escolhas do dia a dia na saúde a longo prazo.
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