O grupo EDP anunciou uma reorganização da sua estrutura internacional. A matriz vai concentrar em si as atividades desenvolvidas no Brasil, anteriormente partilhadas com a EDP Renewables (ex-Renováveis). A Renewables foca-se nos EUA e na Europa. O negócio envolve 675 milhões de euros e será concluído até ao final do ano.
Até agora, a EDP operava no Brasil por via direta (EDP Brasil) e indiretamente através da Renewables (71% do capital), que detinha a EDP Renováveis Brasil. O acordo prevê a venda de 100% da EDP Renováveis Brasil à EDP Brasil.
Ao adquirir a carteira de ativos de eólica e solar com 1,8 GW de capacidade, a EDP Brasil passa a gerir produção, negociação de contratos e fornecimento de eletricidade naquele mercado. A Renewables sai do Brasil.
Repercussões e motivação
A operação visa aumentar a agilidade, competitividade e gestão de risco no mercado livre brasileiro, que está a liberalizar-se gradualmente para pequenas e médias empresas eretalho, segundo a comunicação da EDP da CMVM.
A Renewables mantém participação em outros mercados, com foco principal nos EUA e Europa, onde pretende concentrar o crescimento em eólica, solar e baterias. O valor da transação mantém-se sujeito a variações cambiais.
Nos EUA, a EDP Renewables reconhece o país como o maior mercado em expansão, com 60% do investimento no setor renovável direcionado para solar e baterias, conforme declarações do CEO Miguel Stilwell de Andrade. O objetivo é manter a presença ali, evitando depender apenas de eólica offshore.
Entre na conversa da comunidade