Teerão advertiu os EUA de uma resposta rápida e poderosa em caso de nova agressão. O aviso foi emitido pelo major-general Ali Abdolahi, chefe do quartel-general Jatam al Anbiya, por meio da agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.
Trump adiou por curto tempo um ataque previsto contra o Irão, para permitir avanços nas negociações, segundo declarações de aliados árabes que pediram o atraso de dois a três dias.
Na mesma manhã, o presidente dos EUA afirmou, via Truth Social, que ordenou aos comandantes que permanecessem prontos para um ataque em grande escala caso não haja acordo aceitável.
Ismail Bagaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, disse que as negociações prosseguem com troca de propostas via Paquistão e que Teerão já respondeu às últimas considerações de Washington.
Contexto das negociações
As negociações entre Washington e Teerão para encerrar a guerra que começou a 28 de fevereiro não avançaram desde 11 de abril, em Islamabad, por divergências, nomeadamente sobre o programa nuclear iraniano e a situação no estreito de Ormuz.
As negociações ocorrem num quadro de tensão regional, com aliados árabes a envolver-se para persuadir Washington a adiar ações militares, enquanto Teerão continua firme na sua posição de defesa.
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