Dois adolescentes abriram fogo numa mesquita em San Diego na segunda-feira, deixando pelo menos três mortos. O ataque, já investigado como possível crime de ódio, ocorreu no Centro Islâmico de San Diego, no condado de San Diego, Califórnia. A polícia descreve o incidente como um ato de violência contra um local de culto.
Os dois atiradores foram encontrados mortos pouco depois, a poucos quarteirões do centro, com ferimentos autoinduzidos. Não havia ameaça direta ao Centro Islâmico de San Diego, mas a polícia identificou sinais de uma retórica de ódio generalizada associada aos suspeitos. A operação contou com um esforço de busca envolvendo tecnologia policial.
Entre as vítimas estava um segurança da mesquita, que militava há mais de dez anos no local. A polícia elogiou a atuação dele, afirmando que ajudou a evitar uma tragédia ainda maior. O diretor da mesquita e o xeique local lamentaram o incidente e defenderam a proteção de locais de culto.
Contexto e Reação
A polícia chegou ao local em cerca de quatro minutos após a chamada, e houve tiroteios ainda a poucos quarteirões. Um jardineiro foi atingido, sem ferimentos graves, e os atiradores foram encontrados mortos num veículo junto a uma estrada próxima. Cenas de pânico foram vistas em imagens aéreas, com várias crianças retiradas do parque de estacionamento.
O Centro Islâmico de San Diego é a maior mesquita da região e inclui a Escola Al Rashid, que oferece cursos para crianças e jovens. O caso motivou reações de entidades que defendem direitos civis muçulmanos, que condenaram o ataque e pediram tranquilidade à comunidade.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou o sucedido após perguntas de repórteres, classificando o episódio como uma situação terrível. As autoridades ressaltam a necessidade de compreender plenamente as circunstâncias que levaram aos factos, com divulgação de novos detalhes nos próximos dias.
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