Um mergulhador das Forças Armadas das Maldivas morreu durante as operações de resgate dos corpos de quatro italianos que morreram numa expedição de mergulho no atol de Vaavu, no Índico. O óbito ocorreu após o militar ter sido transportado para um hospital em Malé.
Mohamed Mahudhee não resistiu à doença de descompressão, provocada pela combinação de azoto acumulado na altura da imersão. As autoridades seguem a investigar as causas, incluindo a profundidade atingida pela equipa de mergulho.
As operações, suspensas na sexta-feira devido ao mau tempo, foram retomadas neste sábado. Mahudhee integrava o grupo de mergulhadores que informou o Presidente do país sobre o plano de resgate dos corpos.
O incidente ocorreu quando os cinco mergulhadores lançaram a entrada em cavernas subaquáticas de Vaavu, a cerca de 50 metros de profundidade. As causas exatas ainda não são conhecidas; as equipas trabalham para localizar os restantes corpos.
Entre as vítimas identificadas encontra-se Gianluca Benedetti, 44 anos, instrutor de mergulho que vivia nas Maldivas. As outras vítimas são Monica Montefalcone, 51, professora de Ecologia; Giorgia Sommacal, 23, estudante; Muriel Oddenino, 31, bióloga marinha; e Federico Gualtieri, 31, biólogo marinho.
A Universidade de Génova confirmou que Montefalcone e Oddenino participavam numa expedição científica para monitorizar ecossistemas marinhos e estudar impactos da crise climática na biodiversidade tropical. Tajani, ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, afirmou que o Governo fará tudo para recuperar os corpos, com a participação de dois especialistas italianos nas buscas coordenadas pelas Maldivas.
Segundo o portavoz da Presidência das Maldivas, as autoridades tentam perceber por que motivo o grupo desceu abaixo da profundidade máxima permitida para mergulho recreativo no país, fixada em 30 metros.
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