O grupo de especialistas afirma que a FIFA precisa de adotar medidas adicionais para reduzir os impactos das altas temperaturas durante o próximo Mundial de futebol. O evento está previsto para 2026, nos Estados Unidos, e as condições climáticas têm sido alvo de preocupação entre cientistas e profissionais de saúde e performance desportiva.
Segundo os investigadores, as arenas com ar condicionado criaram condições para o Mundial de 2022 no deserto, com algumas áreas cobertas. Em 2026, contudo, o torneio ocorrerá no Verão nas Américas, com três dos 16 recintos cobertos. Prevê-se ainda que haja recordes de temperatura em várias cidades-sede.
Além disso, um estudo do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA aponta que todas as zonas do país poderão experimentar temperaturas acima da média histórica em junho e julho. Os especialistas questionam se a FIFA terá feito o suficiente para salvaguardar jogadores e espetadores neste cenário.
Riscos e medidas propostas
Os cientistas defendem que as autoridades desportivas deem continuidade ao reforço de medidas de adaptação climática. Entre as medidas sugeridas estão a melhoria de condições nos estádios, maior planeamento de horários de jogos e estratégias de mitigação para a saúde e desempenho dos atletas. A avaliação técnica sublinha, ainda, a necessidade de monitorização contínua das temperaturas durante o campeonato.
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