Donald Trump classificou a resposta do Irão à proposta norte-americana de paz como totalmente inaceitável, numa publicação na Truth Social. O Presidente dos EUA reiterou que a sua posição não mudou e acusou Teerão de engano e provocação há décadas.
A resposta iraniana pediu o cessar imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, garantias de segurança no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval norte-americano e o levantamento de sanções.
O jornal Wall Street Journal, citando fontes anónimas, diz que Teerão também considerou diluir parte do urânio enriquecido a 60% e reduzir a concentração, com transferência para um país terceiro. Ainda assim, o Irão quer avançar primeiro para um acordo de paz e o fim do bloqueio de Ormuz, mantendo o programa nuclear fora da mesa das negociações imediatas.
A Administração Trump tinha, por sua vez, mostrado relutância em adiar a discussão sobre o programa nuclear, mantendo a pressão para cessar os combates antes de avançar para questões nucleares controversas. O impasse persiste mesmo com tentativas diplomáticas em curso.
Apesar do cessar-fogo vigente desde 8 de Abril, foram detetados drones no espaço aéreo de vários países do Golfo neste domingo, sinalizando a persistente ameaça na região.
Desenvolvimento regional
O Líbano negocia uma trégua com Israel, mas o conflito entre as forças israelitas e o território libanês tem registado ataques recorrentes, com balanço de vítimas ainda elevado neste fim de semana. Gás natural e energia permanecem em foco entre as parte envolvidas.
No estreito de Ormuz chegam sinais de alívio: pela primeira vez desde o fim de Fevereiro, um navio do Qatar, com gás natural liquefeito, passou em segurança pela passagem, seguindo para o Paquistão, numa operação aprovada por Teerão para fortalecer a confiança regional.
Um graneleiro panamês, com destino ao Brasil, também atravessou o estreito neste domingo, depois de ter tentado fazê-lo a 4 de Maio, de acordo com a Tasnim, agência iraniana. A passagem ocorreu por uma rota designada pelas forças iranianas.
Nas vésperas da visita de Trump à China, cresce a pressão para encerrar a guerra, que já tem impactos na economia mundial. Trump afirmou que as operações contra o Irão continuam, dizendo que o país está derrotado, mas não acabado.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou que ainda há trabalho a fazer para remover urânio enriquecido do Irão e encerrar as capacidades de mísseis balísticos associadas a proxies. O Irão, por sua vez, afirmou que defenderá com firmeza os seus interesses nacionais.
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