O conflito voltou a intensificar-se no Líbano neste sábado, após três semanas de cessar-fogo. Israel realizou ataques generalizados, sobretudo no sul do país, causando pelo menos 39 mortos e ferimentos em várias regiões, incluindo perto de Beirute. O Hezbollah respondeu com ataques de drones no norte de Israel.
O Ministério da Saúde libanês informou o número de vítimas nos ataques, com sete mortos e 15 feridos numa incursão em Saksakiyeh, na região sul. Entre os feridos estão três menores, incluindo uma menina. O Exército israelita afirmou ter atingido estruturas militares de que acusou de abrigar terroristas do Hezbollah.
Ressalvas de danos civis surgiram, com relatos de danos a civis não envolvidos em áreas-alvo. O Exército de Israel disse que disponibilizou informações sobre danos colaterais e que os detalhes estão a ser analisados. Também houve relatos de um ataque a uma moto em Nabatieh com mortes de um sírio e da filha de 12 anos, seguidos de novos ataques contra a filha e o pai.
Nabatieh registou ainda ferimentos entre a população, e Bedias, no sul, reporta uma vítima mortal e 13 feridos, incluindo seis crianças e duas mulheres. O Exército israelita havia apelado a evacuações em nove aldeias, embora nenhum dos locais atingidos constasse nesses avisos.
A NNA, agência de notícias libanesa, apontou dois ataques na autoestrada Saadiyat, a cerca de 20 km a sul de Beirute, depois mencionou um terceiro ataque nas proximidades. Em Beirute e arredores, houve preocupação com a segurança, enquanto a defesa aérea libanesa registou respostas.
Nova fase
De acordo com um cessar-fogo informado por Washington, Israel reserva-se o direito de agir contra ataques planeados, iminentes ou em curso. O Exército israelita afirmou ter atacado mais de 85 alvos de infraestruturas do Hezbollah nas últimas 24 horas.
As tropas israelitas continuam a operar numa “linha amarela” a cerca de 10 km dentro do Líbano, com avisos de não retorno para residentes ao longo da fronteira. O Hezbollah já avisou que não aceitará o retorno ao estado anterior a 2 de março.
O Hezbollah tem estado envolvido no conflito desde 2 de março, quando respondeu com rockets à morte do líder iraniano em ataques apoiados pelos EUA e por Israel. Até então, o grupo vinha evitando respostas contundentes, apesar do cessar-fogo de 2024 que visava pôr fim à última guerra entre as partes.
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