Uma vala comum com ossadas de mais de 500 pessoas foi descoberta no cemitério da Mulemba, conhecido como cemitério do 14, em Luanda. O achado foi confirmado pela ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes, coordenadora da CIVICOP. O local fica no Hoji Ya Henda.
As ossadas serão enviadas a exames laboratoriais para confirmar identidades e apoiar as famílias no reconhecimento dos entes queridos, segundo o anúncio feito à Televisão Pública de Angola. A revelação encerra cinco anos de investigação da comissão.
A CIVICOP, criada em 2019 pelo Presidente João Lourenço, investiga valas comuns resultantes de conflitos políticos entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002, com ênfase no 27 de Maio de 1977. O número exato de vítimas ainda não é conhecido.
Listagem de familiares e próximas etapas
A Unidade Central de Criminalística, em Luanda, com delegações provinciais, divulgará uma lista para facilitar recolhas de ADN aos familiares e testes de compatibilidade. Há cerca de 500 famílias com reclamações ativas à CIVICOP à espera de localizarem restos.
Segundo o Novo Jornal, a lista será publicada na Unidade Central de Criminalística e nas províncias, permitindo recolha de amostras de ADN para comparação. A CIVICOP já confirmou cerca de 316 mortos exumados em oito províncias desde a criação da comissão.
A organização já comprovou a morte de 3248 pessoas nos conflitos, tendo emitido as respetivas certidões de óbito. A confirmação de que os restos do cemitério do Mulemba correspondem a uma parte relevante do total será comunicada pelas autoridades competentes.
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