O presidente da Federação Iraniana de Futebol (FFI) pediu garantias formais à FIFA para a participação da seleção no Mundial de 2026, defrontando a exigência de que não haja insultos às instituições oficiais e militares do Irão. A declaração ocorreu na sequência do anúncio de participação no torneio, com foco na proteção da comitiva iraniana durante o evento, que se realizará nos Estados Unidos.
Mehdi Taj disse aos jornalistas que, para avançar, é necessária uma reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, possivelmente em Zurique, nas próximas semanas. O objetivo é obter garantias de respeito institucional para a equipa iraniana durante a competição.
O dirigente reforçou que a equipa iraniana só participa sem problemas se forem asseguradas condições para evitar qualquer insulto dirigido às instituições do país, incluindo a Guarda Revolucionária, designada como organização terrorista por alguns países. Em caso de violação, Taj admitiu respostas proporcionais, incluindo o regresso ao Irão.
Taj recordou episódios vividos no Canadá, onde, segundo relatos locais, houve controvérsia após insultos no escritório de imigração em Toronto. O ex-membro da Guarda Revolucionária aponta esse incidente como precedente que deve ser evitado no Mundial.
A participação oficial do Irão no Mundial de 2026 está confirmada pela FIFA, embora o acesso de delegações dependa das políticas de imigração dos anfitriões. Os jogos da fase de grupos deverão ocorrer em Santa Clara, na Califórnia, e em Seattle, nos Estados Unidos.
No contexto político entre Irão e EUA, que declarou conflito anteriormente, o cesse-fogo vigente influencia as condições de deslocação. Recentemente, um alto responsável norte-americano indicou que a entrada de jogadores é provável, mas que a equipa técnica pode enfrentar restrições ligadas à Guarda Revolucionária.
O Irão qualificou-se para o Mundial ao liderar o Grupo A na terceira ronda das eliminatórias da AFC, e integra o Grupo G com a Nova Zelândia, a Bélgica e o Egito. A organização do torneio permanece dependente das políticas de imigração dos países anfitriões.
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