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Met Gala transforma passadeira vermelha numa exposição viva

Met Gala transforma a passadeira numa galeria viva com o tema Costume Art, destacando moda como arte e comentários culturais

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A Met Gala transformou a passadeira vermelha numa galeria viva, com o tema Costume Art e o dress code Fashion Is Art. O evento ocorreu à noite em Nova Iorque, no Metropolitan Museum of Art, e angaria fundos para o Costume Institute. Anna Wintour co-presidiu, acompanhado por Nicole Kidman e Venus Williams, marcando o regresso de Beyoncé ao gala após uma ausência de uma década.

A noite mostrou moda, pintura, escultura, cinema e performance entrelaçados. Várias criações destacaram-se pela fusão entre corpo, roupa e arte, que se tornou leitura literal da temática. A gala reuniu nomes de várias áreas, num grande palco de interpretação estética.

Destaques da passadeira

Emma Chamberlain abriu-se a uma visão viva com um vestido Mugler feito por Miguel Castro Freitas, pintado à mão por Anna Deller-Yee. A peça transformou a influencer numa tela ambulante, com referências a Van Gogh e Munch.

Anok Yai apresentou uma leitura simbólica da Black Madonna, transmitindo uma mensagem de esperança em contexto político de tensão. Sarah Paulson escolheu uma criação de Matières Fécales da coleção The One Percent, numa crítica à riqueza e ao poder das elites.

Ciara evocou Núbia de Tutéres com traços de Nefertiti, enquanto Heidi Klum investiu numa estética de estátua viva na linha da tradição escultórica. Sabrina Carpenter recorreu ao cinema, com Dior e Jonathan Anderson, incorporando tiras de filme de Sabrina (1954).

Venus Williams apresentou uma leitura pessoal do retrato Venus Williams Double Portrait de Robert Pruitt. Madonna surgiu teatralmente com Saint Laurent, inspirado na obra The Temptation of St. Anthony. Rachel Zegler escolheu The Execution of Lady Jane Grey, de Delaroche.

Gracie Abrams vestiu Chanel com inspiração klimtiana, entre as escolhas de figuras públicas como Bad Bunny, Rihanna, Janelle Monáe e Anne Hathaway, que também desfilaram com leituras próprias do tema.

Repercussões e leitura crítica

A edição reforçou que a Met Gala é um espaço de comentário cultural, more do que ostentação. A programação voltou a combinar arte, moda e discurso, com várias propostas a tocar questões de identidade, poder e expressão artística.

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