Emirados Árabes Unidos intercetaram mísseis lançados contra a região e acusaram Teerão de retomar ataques junto ao Golfo Pérsico. Um incêndio num porto petrolífero na região foi reportado, com ao menos três mísseis interceptados, segundo Abu Dhabi. A tensão aumenta dias antes de um mês de cessar-fogo entre EUA e Irão.
Simultaneamente, os Estados Unidos afirmaram ter afundado seis barcos iranianos. A operação ocorreu no âmbito do Projecto Liberdade, anunciado no domingo pelo presidente Donald Trump, para guiar a passagem de navios mercantes pelo estreito de Ormuz. A missão envolve várias forças e tem como objetivo evitar incidentes.
Segundo defesa norte-americana, a ação visou embarcações que teriam atacado navios civis na região, no estreito crítico para o comércio mundial. O anúncio ocorre num momento de escalada diplomática, com o Governo iraniano ainda a reagir às acusações.
Desdobramentos
A administração dos EUA descreve o Projecto Liberdade como uma operação de proteção aos navios comerciais, com participação de voos e forças navais. Trump disse que as forças envolvidas podem atuar com firmeza para defender a passagem pelo estreito.
Em Abu Dhabi, o Ministério da Defesa confirmou a interceptação de mísseis e criticou ações iranianas no Golfo. Não houve confirmação independente imediata sobre a origem dos ataques no porto petrolífero ou sobre as vítimas. As partes envolvidas não divulgaram números oficiais de danos.
Contexto
O cessar-fogo entre EUA e Irão está a menos de um mês desde a sua assinatura. As declarações de hoje aumentam a incerteza sobre a viabilidade da trégua. Observadores destacam que, mesmo com o acordo, existem ações militares esporádicas que dificultam a estabilidade regional. Fontes oficiais de várias capitais acompanham o desenrolar dos acontecimentos.
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