O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou em Ierevan que aliados europeus ouviram e entenderam a mensagem de descontentamento transmitida pela Administração dos EUA após o anúncio da retirada de 5000 soldados da Alemanha. Afirmou ainda que acordos bilaterais com Washington sobre bases militares estão a ser cumpridos.
Rutte mostrou-se objectif ao dizer que países europeus continuam a prestar apoio logístico às operações contra o Irão e a colaborar com forças norte-americanas em possíveis missões no Estreito de Ormuz. Citou Croácia, França, Grécia, Itália, Montenegro, Portugal e Roménia como exemplos.
A oitava reunião da Comunidade Política Europeia, realizada no Cáucaso do Sul, reuniu mais de 40 chefes de Estado e Governo, incluindo o primeiro-ministro do Canadá. O objetivo foi discutir a postura militar dos EUA no continente e as implicações para a defesa europeia.
Kaja Kallas, alta representante da UE para a Política Externa, reconheceu que o timing da retirada de tropas na Alemanha foi inesperado, mas sublinhou a necessidade de reforçar o pilar europeu na NATO. A chefe do Governo italiana, Giorgia Meloni, apontou que a Europa deve desenvolver capacidades de defesa próprias.
António Costa destacou que o conflito no Médio Oriente exige uma visão de segurança europeia abrangente e parcerias multipolares para a paz. O Presidente do Conselho Europeu elogiou a participação do Canadá, considerado pela sua posição próxima à Europa.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, sugeriu uma voz europeia comum nas negociações com a Rússia. Ressaltou a importância de um formato diplomático que permita à Europa estar presente em todas as conversações, enquanto as negociações atuais permanecem congeladas.
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