Dois temas dominam as contas de defesa em 2025
Os Estados Unidos, a China e a Rússia responderam conjuntamente por mais da metade da despesa mundial em defesa no ano passado, totalizando 1480 mil milhões de dólares. O agregado global atingiu 2887 biliões de dólares, o valor mais elevado desde 1988, ano em que o SIPRI iniciou a série.
A subida geral deve-se a maiores arsenais em resposta a conflitos e tensões geopolíticas. Segundo Xiao Liang, do SIPRI, a tendência deve manter-se em 2026 e além, com aumentos na maior parte dos continentes.
Os Estados Unidos registaram queda de 7,5% nos gastos, para 954 mil milhões de dólares, face à ausência de nova assistência militar à Ucrânia. Já a Europa avançou 14% e a Ásia-Oceânia aumentou 8,1%.
Aumento de despesas no Médio Oriente e no Pacífico
Israel destaca-se pela tensão regional, mas os focos de elevação estão no Japão e Taiwan na região do Pacífico. O Japão gastou 62,2 mil milhões de dólares, 1,4% do PIB, o nível mais elevado desde 1958.
Taiwan elevou o orçamento militar 14%, para 18,2 mil milhões de dólares (2,1% do PIB), com exercícios militares chineses a intensificarem-se na região, aponta o SIPRI.
Conflitos em África, Europa e Ucrânia
A invasão russa continua a pressionar a Ucrânia, que cresceu 20% nas despesas em 2025, para 84,1 mil milhões de dólares, correspondendo a 40% do PIB do país. A Rússia aumentou quase 6%, para 190 mil milhões de dólares, o que representa 7,5% do PIB.
Lorenzo Scarazzato, do SIPRI, indica que, em 2025, as despesas militares em relação aos gastos governamentais atingiram patamares sem precedentes na Rússia e na Ucrânia.
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