O cessar-fogo no Líbano continua instável, apesar de ter sido anunciado a 16 de Abril e renovado por três semanas. Os combates entre Israel e o Hezbollah persistem no sul do país, com novos bombardeamentos israelitas no vale de Beqaa, junto à fronteira com a Síria.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, no último domingo morreram 14 pessoas nos ataques israelitas, elevando o total de mortos na guerra para 2521. Entre as vítimas estão duas crianças e duas mulheres; 37 ficaram feridas. Do lado israelita, foi confirmado o decesso de um soldado de 19 anos, com outros seis feridos num ataque com drone.
O Hezbollah, apoiado pelo Irão, afirma não entregar as armas e avança que pode mobilizar grandes grupos de atacantes suicidas para enfrentar as forças israelitas. Na véspera, um comandante do Hezbollah indicou que serão usadas táticas dos anos 80 para impedir a ocupação de território libanês.
Contexto político e retórica entre lutas
O presidente libanês afirmou que a traição é cometida por quem leva o país à guerra para servir interesses externos, respondendo a críticas do Hezbollah. O líder do Hezbollah acusou o Governo de Nawaf Salam de colaborar com Israel, enquanto este rejeitou a acusação e pediu respeito à soberania nacional.
O Ministério da Defesa de Israel, por seu lado, disse que o Hezbollah utiliza posições da UNIFIL para atacar e que o Governo libanês deve agir contra a organização. O ministro dos Negócios Estrangeiros também destacou o uso indevido da missão de paz da ONU para hostilidades contra Israel.
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