Militares italianos integrados na missão de paz da ONU no Líbano (FINUL) substituiram uma estátua de Jesus Cristo destruída por um soldado israelita, numa aldeia do sul do país. A ação ocorreu após a divulgação de imagens da vandalização, gerando condenação internacional.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, afirmou que houve indignação com o ato de vandalismo contra símbolos da fé cristã. Tajani sublinhou a necessidade de condenação firme e da detenção dos responsáveis.
A Itália disse estar orgulhosa dos militares da FINUL que ofereceram uma nova estátua para substituir a destruída, marcando a atuação como uma demonstração da postura das forças italianas. Tajani descreveu as forças como reconhecidas e respeitadas globalmente.
Reação de Israel e investigação
Na terça-feira, chefes militares de Israel condenaram os dois soldados envolvidos a 30 dias de prisão e afastaram-nos de funções de combate. As imagens mostram um soldado a usar uma marreta para destruir a cabeça da estátua, enquanto outro filmou a ação.
O exército israelita afirmou que uma das punições envolveu martelar a estátua, e que o outro militar gravou o acto. Israel prometeu tomar medidas adicionais conforme as conclusões da investigação, anunciadas na segunda-feira.
Contexto do conflito
O incidente ocorre num momento de tensão decorrente de uma ofensiva militar israelita no Líbano contra o Hezbollah. O conflito já provocou numerosas vítimas civis e a destruição de habitações no sul do país, bem como em Beirute e outras regiões.
O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, denunciou a profanação religiosa, qualificando-a de grave afronta à fé cristã. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou pesar pelos danos causados aos fiéis.
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