Doentes morreram à espera de cirurgia cardíaca ao longo de cinco anos, num registo que aponta para falhas no acesso a procedimentos vitais. O número divulgado é 328 óbitos reportados nesse período.
O Governo aponta a ULS de Santo António como centro de referência para a matéria, com o objetivo de posicioná-la como polo nacional de cirurgia cardíaca. O intuito é reorganizar a resposta hospitalar.
Entretanto, o hospital enfrenta limitações internas, já que o único cirurgião cardíaco disponível encontra-se impossibilitado de operar. A situação agrava a rede de resposta aos pacientes na lista de espera.
Entre os motivos apontados para a gravidade da lista estão problemas de cobertura clínica e de recursos humanos, segundo informações oficiais. A situação leva à reavaliação de prioridades e de planeamento hospitalar.
As autoridades não adiantaram um cronograma para a resolução, mantendo o foco na decisão estratégica de criar um centro de referência no Santo António e na mobilização de meios para ampliar a capacidade cirúrgica.
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