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Gastos dos EUA na guerra do Irão poderiam salvar 87 milhões de pessoas

ONU alerta que os gastos dos EUA na guerra com o Irão poderiam financiar assistência humanitária e salvar 87 milhões; impactos estendem-se à África e podem subir preços

Crianças afegãs protegem-se do frio. O corte global na assistência humanitária, liderado pelos EUA, tem impactos em várias geografias
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O responsável da ONU para assistência humanitária afirmou que o dinheiro gasto pelos EUA na guerra contra o Irão poderia ter financiado o sector humanitário da ONU, salvando 87 milhões de pessoas. Tom Fletcher falou numa intervenção em Londres, num evento da Chatham House.

Segundo Fletcher, a média de despesa diária no conflito é de cerca de 2 mil milhões de dólares. Um plano para salvar 87 milhões de vidas exigiria 23 mil milhões de dólares, valor que poderia ter sido concluído em menos de duas semanas. O responsável lamentou a situação.

As consequências vão para além do Médio Oriente, com impactos previstos na África subsaariana e na África Oriental, aumentando a pobreza. A ONU estima que os preços de alimentos e combustíveis podem subir cerca de 20%.

No final de 2025 já se falava em apatia global face à escassez de financiamento, segundo Fletcher, que descreveu o padrão de investimento como excessivo em conflitos enquanto se reduzem ajudas humanitárias. O responsável chamou a atenção para o risco de cortes de apoio internacional.

Linguagem política e riscos

— Fletcher alertou para o impacto da retórica violenta na política externa, incluindo declarações do presidente dos EUA. Afirmou que normalizar esse discurso facilita que outros autocratas recorram a táticas semelhantes contra infraestruturas civis, violando o direito internacional.

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