Cristina Ferreira volta a protagonizar polémicas ligadas aos direitos das mulheres, em particular pela forma como comenta casos de violência e de relações de poder. O debate ganhou destaque nas redes, com queixas na ERC e críticas à condução do programa. A apresentadora da TVI envolve-se numa discussão que já teve vários episódios anteriores.
A controvérsia centrou-se na análise de atos de violência, comportamento abusivo e violência doméstica em formatos de entretenimento. Em várias ocasiões, as declarações foram consideradas ofensivas, desvalorizando vítimas ou transferindo responsabilidades. A audiência acompanha com diferentes leituras sobre o equilíbrio entre entretenimento e responsabilidade social.
Caso Bruno de Carvalho
No Big Brother, fevereiro de 2022, foram discutidos comportamentos alegadamente tóxicos de Bruno de Carvalho para com Liliana Almeida. Ações de intimidação e controlo geraram queixas à ERC e uma denúncia ao Ministério Público por violência doméstica. A apresentadora defendeu uma postura de imparcialidade, embora críticas à normalização do tema tenham surgido no debate público.
Reações e consequências
A discussão em direto envolveu a apresentadora e a comentadora Ana Garcia Martins, que questionaram o tom e a posição da produção. A campanha de patrocinadores foi afetada, com algumas empresas a retirar apoio ao programa. A ERC recebeu várias queixas e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género avaliou o caso como potencial crime público.
Caso pôs-se a jeito
No programa Dois às 10, em junho de 2025, a analista de femicídio e os convidados discutiram o tema, com Cristina Ferreira a levantar a frase polémica. A autora justificou que a expressão visava alertar para mecanismos de controlo em relações abusivas.
Reações e consequências
A ERC avaliou que a expressão transferia responsabilidade para a vítima e reforçou o impacto social do discurso público. A deliberação sublinhou o risco de revitimização de vítimas e a necessidade de cautela no trato de casos de violência de género.
Caso do riso inoportuno
Ainda em junho de 2025, durante a comentada análise de femicídios, Cristina Ferreira soltou risos numa conversa com Cláudio Ramos. O momento gerou indignação nas redes por considerar inadequado o tom perante situações de violência contra mulheres.
Reações e consequências
As críticas disseminaram-se rapidamente, com pedidos de maior sensibilidade editorial. Não houve efeito institucional imediato semelhante aos casos anteriores, mantendo-se o debate sobre o papel dos media em tratar este tema com responsabilidade.
Casos desrespeitosos da dignidade humana
Abril de 2026, na edição do Secret Story, o foco recaiu sobre o tratamento de um triângulo amoroso entre Eva, Ariana e Diogo. As queixas à ERC acusam o programa de condução, guião e exibição de conteúdos que possam ferir a dignidade humana, bem como de promover dinâmicas abusivas.
Reações e consequências
A ERC recebeu dezenas de queixas e avaliou o conteúdo, apontando efeitos potencialmente nocivos para vítimas de violência e para a perceção pública do fenómeno. O tema continua a alimentar debates sobre a responsabilidade das produções e a proteção de quem participa em reality shows.
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