Robert Del Naja, conhecido como 3D, é um dos 500 detidos após um protesto de apoio à Palestine Action em Londres. O evento ocorreu no sábado, 11 de abril, em Trafalgar Square, com vários participantes que se manifestaram contra políticas de Israel e intervenções no Médio Oriente.
A Palestine Action, grupo pró-palestiniano, foi classificada como organização terrorista no Reino Unido em julho de 2025. A decisão foi sustentada por ações de vandalismo contra a aeronárea britânica, resultando em mudanças legislativas e investigações em curso.
Del Naja foi filmado com um cartaz a dizer que se opunha ao genocídio e que apoiava a Palestine Action. Em vídeos circulados, o músico é visto a ser levado pela polícia, alegando ter sido detido ilegalmente.
Antes da detenção, o artista afirmou ter consciência das consequências para a sua carreira, incluindo possíveis dificuldades de viagem. Disse estar pronto para alinhar-se com o que considerava uma detenção injusta em tribunal.
O grupo Palestine Action passou a ser alvo de investigações desde julho de 2025, com o Supremo a ter revertido a classificação de terrorista devido a preocupações com a liberdade de expressão. O Governo recorreu da decisão.
Desde então, perto de 3000 detenções foram registadas no Reino Unido por associação à Palestine Action, segundo a cobertura de várias entidades. O movimento tem gerado debates sobre limites da protesto público.
Os Massive Attack mantêm um concerto agendado para o Primavera Sound em Oporto, no dia 13 de junho, com o grupo a manter a agenda apesar das detenções de membros. A banda tem apoiado posições contra a violência em Gaza.
Contexto e desdobramentos
No âmbito da repercussão internacional, a posição de Del Naja gerou ampla cobertura mediática, com debates sobre o equilíbrio entre segurança pública e direito à manifestação. Autoridades reforçam que as detenções visam manter a ordem pública.
A crítica a políticas britânicas no Médio Oriente tem sido central em declarações de músicos e organizações culturais, que apelam a uma abordagem baseada no diálogo e no respeito pelos direitos humanos.
As autoridades reiteram que as leis anti-terroristas são aplicadas de forma a impedir ações que ponham em risco a segurança nacional, sem comprometer a liberdade de expressão. A situação continua a evoluir com novos desenvolvimentos legais.
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