Foi chumbado pela Assembleia da República o requerimento do PSD para ouvir a presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré Costa Cabral, e o ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno. O tema eram as diferenças entre previsões económicas e o excedente orçamental em 2025.
O texto foi rejeitado com votos contra do Chega, do PS e do Livre. A proposta visava esclarecer divergências entre as perspetivas dos responsáveis públicos e as contas públicas para o ano seguinte.
Segundo o deputado social-democrata Alberto Fonseca, as entidades em questão apresentaram desvios significativos. Citou números que apontam um saldo orçamental de 2025 em 0,7%, face a 0,1% previsto pelo CFP e 0,0% pelo BdP.
Fonseca reforçou que as previsões divergem de forma relevante, o que motivou a contestação parlamentar. A bancada do PSD defende a necessidade de clarificar as estimativas para o ano seguinte.
O PSD já havia indicado que o pedido de audição pretendia esclarecer o que está por trás dessas diferenças entre previsões oficiais. O tema fica, assim, sem indicação de data para novas diligências.
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