O exército iraniano rejeitou este sábado o novo ultimato dos Estados Unidos, que pedia acordar com Teerão ou reabrir o estreito de Ormuz dentro de 48 horas. O objetivo, segundo Washington, era evitar consequências se o Irão não aceitasse.
Através da televisão estatal, o general Ali Abdollahi afirmou que as ameaças de injúria ao Irão são agressivas, instáveis e imprudentes, destacando supostas intenções de afetar infraestruturas e bens do país.
Donald Trump tinha já imposto, a 26 de março, um ultimato de 10 dias para reabrir Ormuz, com a advertência de que, caso não o fizesse, o país enfrentaria uma escalada de ataques.
Contexto regional
O governo norte-americano ameaçou, na altura, destruir centrais elétricas do Irão se não houvesse abertura do estreito. O Irã respondeu que iria visar infraestruturas utilizadas pelo que designa como exército inimigo, incluindo alvos no domínio norte-americano.
A crise faz parte de um conflito mais amplo no Médio Oriente, iniciado a 28 de fevereiro com ataques EUA e Israel contra o Irão. Teerão respondeu com mísseis e drones, e o Hezbollah juntou-se ao choque a 2 de março.
Milhares de pessoas morreram desde o início da guerra na região, com impacto significativo no Irão e no Líbano, e a situação persiste com riscos de novas escaladas em várias frentes.
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