O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que países sem produção de petróleo devem arranjar o próprio combustível, sugerindo que comprem aos EUA. A mensagem foi partilhada numa rede social esta terça-feira.
Trump reiterou críticas a aliados por causa da situação no estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fornecimento mundial de crude. As suas declarações mantêm-se após semanas de tensões na região.
Os bombardeamentos conjuntos dos EUA e de Israel sobre o Irão prosseguiram esta terça-feira, com uma das principais instalações de energia nuclear a ser atingida, ao mesmo tempo em que as forças iranianas atacaram um petroleiro kuwaitiano.
Cerca de um mês após o início da ofensiva, o conflito já provocou mais de três mil mortos, principalmente no Irão, e causou perturbações no fornecimento global de petróleo e gás. Os impactos estendem-se aos mercados de energia.
O preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou os quatro dólares por galão, refletindo a pressão no mercado petrolífero mundial. A monitorização dos preços segue a tendência global de valorização.
Trump divulgou imagens do ataque à central nuclear de Isfahan, centro de enriquecimento que figura entre locais atingidos na ofensiva em curso. Peritos indicam que grande parte do urânio enriquecido pode estar nesses complexos.
O estrangulamento do estreito de Ormuz, caminho de passagem de uma fraction de petróleo mundial, continua a influenciar negociações e mercados. Analistas destacam a volatilidade associada à guerra na região.
No Irão, as autoridades indicam mais de 1.900 mortos, com contagens diferentes de outras regiões, enquanto dezenas de vítimas foram registradas nos estados do golfo e na Cisjordânia ocupada. Em Líbano, números oficiais apontam mais de 1.200 mortos e mais de um milhão desalojados, com impactos diretos na segurança regional.
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