Benjamin Netanyahu ordenou ampliar a zona de segurança no sul do Líbano, aumentando a ocupação militar de território vizinho. A medida foi anunciada no domingo, em resposta ao persiste manter de ameaças na fronteira com o Líbano.
O chefe do governo israelita afirma que o Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irão, mantém ainda capacidade residual de lançar rockets. A meta é frustrar invasões e impedir o lançamento de mísseis na faixa fronteiriça.
Netanyahu citou exemplos de territórios já ocupados pelas forças israelitas para ilustrar mudanças na região: na Síria, desde o topo do Monte Hermon até Yarmouk, e em Gaza, em grande parte da Faixa de Gaza. A intenção, segundo o líder, é reduzir riscos na fronteira.
Expansão de cinturões de segurança
O governo informou que foram criados três cinturões de segurança em território inimigo, com a ideia de alterar a face do Médio Oriente e a segurança de Israel. Três áreas continuam sob observação militar.
O chefe de Governo mencionou ainda que o Irão, o Hezbollah e o Hamas mudaram face às suas estratégias, descrevendo-os como inimigos que lutam pela sobrevivência. A referência pretende sublinhar a evolução da conjuntura regional.
Telavive retomou ataques aéreos no Líbano após o lançamento de rockets pelo Hezbollah, em 2 de março, em solidariedade com o Irão. A ofensiva externa decorre no contexto de uma operação conjunta entre Israel e os Estados Unidos, iniciada a 28 de fevereiro.
Mais de 1.200 pessoas morreram na guerra entre Israel e o Hezbollah e o número de feridos ultrapassa 3.500, segundo o Ministério da Saúde libanês. As tensões resultaram também na deslocação de mais de um milhão de libaneses, aponta a AP.
Entre as vítimas estão 52 profissionais de saúde, de acordo com a agência. O estado de saúde pública no país permanece grave, com impactos significativos na população civil.
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