A Ucrânia manteve a pressão sobre infraestruturas petrolíferas russas, procurando reduzir as receitas de exportação que sustentam a máquina de guerra do Kremlin. Após um ataque a uma das maiores refinarias na região de Yaroslavl, no fim de semana, drones atingiram o porto de Ust-Luga, no oblast de Leningrado, causando fogo e danos ainda por apurar.
O governador regional, Alexander Drozdenko, confirmou danos no porto, com equipas de emergência a trabalhar para extinguir o incêndio. Numa atualização, indicou que 36 drones foram abatidos durante a noite na área. O Kiev Independent indica que a operação foi liderada pela unidade Alpha do Serviço de Segurança da Ucrânia e que houve danos relevantes no terminal de exportação.
O ataque também atingiu o porto de Primorsk, na mesma região, num incidente anterior esta semana, com fogo num tanque de combustível. A imprensa russa descreve Primorsk como ponto-chave de transbordo para petróleo e gasóleo, com grande capacidade de carregamento diário. O Kiev Post recorda que o porto é a principal origem do crude dos Urais, incluindo a rota da chamada frota fantasma.
Além disso, o domingo ficou marcado pela morte de um civil na região russa de Belgorod, perto da fronteira com Kharkiv, após dois drones atingirem a cidade de Grayvoron. A informação foi avançada pela AFP, citando o governador local. As autoridades indicaram ainda que a Rússia lançou dezenas de drones e mísseis numa ofensiva nocturna para tentar repor perdas.
Na altura, a força aérea ucraniana afirmou ter abatido ou interceptado a maioria dos drones durante a operação, que envolveu 442 drones e um míssil. A agência russa Tass afirmou que as defesas russas neutralizaram 13 bombas guiadas e 345 drones, além de ataques a infraestruturas estratégicas ucranianas, incluindo locais de armazenamento de mísseis de longo alcance.
Paralelamente, os ataques atingiram países vizinhos. Na Finlândia, o Ministério da Defesa relatou a entrada de drones que violaram o espaço aéreo, apresentando uma violação territorial presumível. O ministro Antti Häkkänen indicou que as autoridades de segurança foram enviadas para investigar, e o primeiro-ministro Petteri Orpo confirmou a possibilidade de origem ucraniana, sujeita a confirmação.
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