O presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric Egger, alerta para danos graves às infraestruturas de energia e água no Irão, enquanto o conflito se aproxima de um mês de duração. A mensagem chega num momento em que a população civil enfrenta cortes de serviço e riscos acrescidos.
Dados da HRANA, uma ONG de direitos humanos com sede nos EUA, apontam mais de 3.300 mortos, incluindo mais de 1.400 civis. A Euronews não pode confirmar de forma independente esses números.
Numa sequência recente de ataques, o Irão afirma ter sido visado por ações de Israel, que bombardearam campos de gás, e o Irão respondeu, alegadamente, com ataques a Ras Laffan, no Qatar. A reparação pode levar anos.
Segundo a agência iraniana ISNA, o abastecimento de água e energia em Teerão ficou gravemente afetado pelos ataques de Israel e dos EUA, segundo o ministro da Energia, Abbas Aliabadi. A verificação independente permanece pendente.
Mirjana Spoljaric Egger sublinha que o direito humanitário exige proteção de infraestruturas civis e civis. Um ataque deliberado a essas estruturas é classificado como ilegal, reforçando a necessidade de contenção dos efeitos.
Repercussões humanitárias
A líder do CICV descreve pressões sobre civis através de falhas de acesso a saúde, água e alimentação. A destruição de áreas habitáveis agrava a crise humanitária e dificulta ajuda e reconstrução.
A escalada não se restringe ao Médio Oriente: a consciente volatilidade de preços de energia e as perturbações nas cadeias de abastecimento afetam a economia global. O impacto pode estender-se a outros continentes.
Spoljaric ressalva que o desafio é evitar uma escalada incontrolável. A comunicação e a proteção das populações civis são instrumentos centrais para reduzir danos e evitar consequências amplas.
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