Israel afirma ter eliminado o comandante da marinha da Guarda Revolucionária iraniana, num ataque considerado dirigido. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que descreveu a operação como precisa e letal.
Segundo Katz, o alvo era Alireza Tangsiri, comandante da marinha da Guarda Revolucionária desde 2018. O ministro afirmou que várias outras lideranças da organização foram mortas no ataque, sem especificar nomes.
Katz afirmou que Tangsiri seria o responsável direto por atos de bloqueio do estreito de Ormuz e por ataques com minas. A secretaria de defesa israelita prometeu perseguir todos os membros da Guarda Revolucionária.
As Forças de Defesa de Israel teriam dito que a operação envia uma mensagem clara a altos responsáveis da organização iraniana. Katz acrescentou que a morte é relevante para os Estados Unidos e para a abertura do estreito de Ormuz.
A identidade de Tangsiri não foi confirmada pelas autoridades iranianas. O comandante tinha sido alvo de sanções dos EUA desde junho de 2019, que o designaram como terrorista.
Autoridades iranianas indicaram números de mortos superiores a 1.500 na ofensiva associada, mas organizações de direitos humanos estimam também dezenas de milhares em outras fases do conflito.
Contexto internacional
Em paralelo, observadores destacam que a escalada de violência envolve várias áreas da região. O anúncio de Israel ocorre num momento de tensões crescentes entre Teerão e aliados ocidentais, com impacto regional significativo.
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