O Primeiro-Ministro do Qatar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, pediu hoje o fim imediato do conflito numa altura em que ataques com mísseis atingiram instalações energéticas no Golfo, incluindo Ras Laffan. Doha exige que o Irão cesse os ataques, numa altura em que os preços do gás sobem.
Ao lado do ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Al Thani afirmou que o Qatar considera a escalada perigosa, alerta que visa civis e ameaça a segurança energética global, e pediu contenção a todas as partes envolvidas.
Os comentários surgem depois de um ataque de Israel a um campo de gás iraniano, seguido por uma resposta de Teerão com mísseis lançados contra infraestruturas no Golfo, incluindo na Arábia Saudita, no Kuwait e Ras Laffan.
A Casa Branca assumiu que Israel atuou isoladamente na ofensiva iraniana, enquanto o Irão classificou a ofensiva como resposta. A região viu uma intensificação de tensões desde o ataque inicial a infraestruturas energéticas.
A escalada preocupa os mercados globais de energia, dado que Ras Laffan é o maior centro de LNG do mundo e o Qatar e o Irão detêm grandes reservas de gás natural. Os preços do gás já atingiram níveis elevados na Europa.
O governo do Qatar, através da QatarEnergy, confirmou danos significativos no principal centro energético do Norte do país, aumentando a incerteza sobre o fornecimento global de gás líquido.
O ministro turco Fidan destacou que mediadores turcos mantêm contactos com Teerão e Washington para procurar desescalar o conflito, sublinhando o desejo internacional de terminar de forma pacífica a guerra.
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