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Ucrânia pode reiniciar paz; Irão agrava conflito e UE bloqueia ajuda

A Ucrânia prepara-se para retomar negociações de paz com os EUA, enquanto o apoio da UE permanece bloqueado e as sanções contra a Rússia estão sob pressão

ARQUIVO: O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, discursa numa conferência de imprensa durante a Cimeira da UE em Bruxelas, 18 de dezembro de 2025
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A Ucrânia prepara-se para retomar as negociações de paz com os Estados Unidos, num contexto de abrandamento das sanções americanas e de subida dos preços da energia. Kiev também enfrenta a possível continuidade de problemas com o apoio financeiro da União Europeia.

O presidente Volodymyr Zelenskyy indicou que uma delegação ucraniana se dirige para os EUA, afirmando que houve uma pausa nas negociações e que é hora de as retomar. O objetivo é manter a pressão diplomática para um acordo.

Apesar de alertas da UE para não descurar o conflito no Irão, o foco diplomático tem estado dividido. A suspensão de parte das sanções dos EUA, citando perturbações no Estreito de Ormuz, reduz incentivos à Rússia para avançar em compromissos.

A UE apresentou o 20º pacote de sanções contra a Rússia, mas o documento permanece bloqueado pela disputa entre Hungria, Eslováquia e Kiev sobre o gasoduto Druzhba. O atraso complica a resposta europeia ao conflito.

Zelenskyy pediu aos líderes da UE que a pressão sobre a Rússia fosse mantida para uma paz duradoura. O bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia é visto como um obstáculo crítico, segundo o presidente.

Em discurso aos dirigentes europeus, o presidente ucraniano apontou que a Rússia não está mais fortalecida pela guerra, defendendo que o agressor deve ser enfraquecido para terminar o conflito. A postura europeia continua dividida sobre novas sanções.

Novo impulso diplomático e assistência regional

Zelenskyy disse que Washington tem mostrado disposição para retomar negociações, mas questionou com que mentalidade participaria a parte russa. A evolução depende de coordenação entre os três intervenientes, inclusivamente mediadores americanos.

O Kremlin indicou que a interrupção pode terminar quando agendas de EUA, Rússia e outros mediadores estiverem alinhadas. Peskov apontou que Washington está mais centrado no Médio Oriente, afetando o calendário ucraniano.

Enquanto isso, Kiev avalia novas fontes de rendimento em resposta ao aperto financeiro. Países do Médio Oriente pediram assistência em drones Shahed, com Kiev já a disponibilizar especialistas para apoiar defesa aérea.

Zelenskyy afirmou que 11 países solicitaram ajuda ucraniana, com mais de 200 especialistas já no Médio Oriente e outros 34 prontos a ser destacados. Equipas estão nos Emirados, no Qatar e na Arábia Saudita.

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