A Ucrânia prepara-se para retomar as negociações de paz com os Estados Unidos, num contexto de abrandamento das sanções americanas e de subida dos preços da energia. Kiev também enfrenta a possível continuidade de problemas com o apoio financeiro da União Europeia.
O presidente Volodymyr Zelenskyy indicou que uma delegação ucraniana se dirige para os EUA, afirmando que houve uma pausa nas negociações e que é hora de as retomar. O objetivo é manter a pressão diplomática para um acordo.
Apesar de alertas da UE para não descurar o conflito no Irão, o foco diplomático tem estado dividido. A suspensão de parte das sanções dos EUA, citando perturbações no Estreito de Ormuz, reduz incentivos à Rússia para avançar em compromissos.
A UE apresentou o 20º pacote de sanções contra a Rússia, mas o documento permanece bloqueado pela disputa entre Hungria, Eslováquia e Kiev sobre o gasoduto Druzhba. O atraso complica a resposta europeia ao conflito.
Zelenskyy pediu aos líderes da UE que a pressão sobre a Rússia fosse mantida para uma paz duradoura. O bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia é visto como um obstáculo crítico, segundo o presidente.
Em discurso aos dirigentes europeus, o presidente ucraniano apontou que a Rússia não está mais fortalecida pela guerra, defendendo que o agressor deve ser enfraquecido para terminar o conflito. A postura europeia continua dividida sobre novas sanções.
Novo impulso diplomático e assistência regional
Zelenskyy disse que Washington tem mostrado disposição para retomar negociações, mas questionou com que mentalidade participaria a parte russa. A evolução depende de coordenação entre os três intervenientes, inclusivamente mediadores americanos.
O Kremlin indicou que a interrupção pode terminar quando agendas de EUA, Rússia e outros mediadores estiverem alinhadas. Peskov apontou que Washington está mais centrado no Médio Oriente, afetando o calendário ucraniano.
Enquanto isso, Kiev avalia novas fontes de rendimento em resposta ao aperto financeiro. Países do Médio Oriente pediram assistência em drones Shahed, com Kiev já a disponibilizar especialistas para apoiar defesa aérea.
Zelenskyy afirmou que 11 países solicitaram ajuda ucraniana, com mais de 200 especialistas já no Médio Oriente e outros 34 prontos a ser destacados. Equipas estão nos Emirados, no Qatar e na Arábia Saudita.
Entre na conversa da comunidade