Os acontecimentos do 20.º dia da invasão no Médio Oriente mantêm-se dominados por ações militares, respostas diplomáticas e impactos económicos. Desde o final de fevereiro, a ofensiva entre Estados Unidos, Israel e o Irão tem causado inúmeras vítimas e uma escalada regional.
O Irão reiterou ameaças de represálias e advertiu para danos graves às infraestruturas energéticas. O centro de comando conjunto país avisou que o Irão vai responder com violência se as infraestruturas energéticas continuarem a sofrer ataques. O tom foi de promessa de retaliação.
Paralelamente, o parlamento iraniano discute cobrar direitos de passagem pelo estreito de Ormuz, caso seja usado como via segura para transporte de energia e mercadorias, segundo a agência Isna. A deputada Somayeh Rafiei destacou o estudo de um plano de taxas a países utilizadores.
Diplomacia em jogo e criticismo internacional
Em França, Emmanuel Macron pediu uma trégua durante o Eid al-Fitr, chamando à redução de hostilidades no Médio Oriente. O Presidente francês também falou de uma moratória para infraestruturas civis, incluindo energéticas, em conversa com o presidente norte-americano e com o emir do Qatar. O Irão reagiu, criticando o tom de alerta sem responsabilizar Israel pelos ataques.
Repercussos no mercado de energia
O preço do petróleo disparou: Brent superou 118 dólares, com alta acima de 9%. O West Texas Intermediate também subiu. O gás na Europa registou subida expressiva, com o contrato TTF a valorizar-se significativamente. As bolsas europeias abriram em queda, refletindo a incerteza geopolítica.
Confrontos e ataques em várias frentes
Três explosões foram ouvidas em Telavive após alerta de mísseis iranianos, com o exército israelita a confirmar ataques visando o centro de Israel desde a meia-noite. Uma refinaria saudita, Samref, foi atingida por drone, com o Ministério da Defesa a avaliar os danos.
Ataques regionais e respostas de Estados
Na região, um drone atingiu uma refinaria no Kuwait, originando fogo em duas unidades de diferentes instalações. Dois combatentes do grupo pró-iraniano Hachd al-Chaabi foram mortos no norte do Iraque em ataques descritos como israelense e norte-americanos. O ministro saudita dos Negócios Estrangeiros afirmou que o reino reserva-se o direito de responder.
Situação humanitária e execuções
O Irão anunciou três execuções alegadamente de indivíduos ligados a ações contra as forças de segurança e associadas a Israel e aos EUA. O Qatar relata danos consideráveis no complexo de Ras Laffan, embora tenha controlado os incêndios sem registar vítimas. A China condenou o assassinato de Ali Larijani, exigindo cessar-fogo imediato.
Transportes e consequências globais
A Cathay Pacific suspendeu voos para Dubai e Riade até 30 de abril de 2026, impactando ligações aéreas. No terreno político, o Kuwait e os países árabes discutem respostas regionais a novos ataques, com várias nações a enfatizar a necessidade de estabilidade e proteção de infraestruturas críticas.
Perspetivas futuras e impactos no Irão
O Irão mantém a narrativa de retaliação para ataques a instalações nacionais de gás e petróleo. Em meio a declarações oficiais, Washington envolve-se em comunicação com aliados para coordenar eventuais respostas. O desfecho permanece dependente de decisões diplomáticas e evoluções militares na região.
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