O relatório conjunto de especialistas em cibersegurança alerta para o novo ataque cibernético denominado DarkSword, hoje identificado a targeting de iPhones com versões específicas do iOS. A técnica de “hit-and-run” permite aceder a mensagens, emails e ao histórico de localização em segundos, com as intrusões sendo apagadas rapidamente para dificultar a deteção. Os investigadores indicam que as vulnerabilidades já permitiriam a exploração em dispositivos alvo durante períodos curtos, sem necessidade de interação prolongada.
A campanha utiliza o navegador Safari e a tecnologia WebGPU para contornar defesas do iPhone, segundo a investigação conjunta de Google, Lookout e iVerify. A operação parece focada em roubar dados pessoais de forma rápida e não persistente, o que complexifica a deteção por parte dos utilizadores e das ferramentas de segurança.
Quem está envolvido
A ameaça parece ser de origem estatal ou ligada a grupos com ligações a Estados, com o agente malicioso UNC6353 identificado pela Google como provável autor. A Lookout aponta que o DarkSword é utilizado por grupos com intenções financeiras, não apenas de espionagem. Diversos atores ligados a esse conjunto já operaram em vários países.
Autópsias técnicas associam o grupo UNC6353 a ataques que comprometem sites ucranianos, instalando scripts maliciosos. Quando utilizadores acedem a esses sites, o malware rouba informações locais do dispositivo. A Google descreve o ciclo de intrusão como rápido e discreto, com vestígios removidos imediatamente após o roubo.
Quando e onde
A ameaça afeta dispositivos iPhone com iOS entre 18.4 e 18.6.2, segundo o levantamento. Estima-se que cerca de 14% dos utilizadores globais, num total acima de 221 milhões de dispositivos, possam estar em risco. Este número pode subir para 270 milhões conforme outras versões do iOS também se tornem vulneráveis.
Os investigadores destacam ações associadas a operações na Arábia Saudita, Turquia, Malásia e Ucrânia. A distribuição geográfica aponta para um alcance internacional, com impacto potencial em utilizadores de várias regiões. Não há confirmação de incidentes familiares a utilizadores específicos.
Porquê e resposta
Especialistas de Lookout sublinham que o DarkSword representa uma evolução do software malicioso móvel, já utilizado por grupos com objetivos monetários. A complexidade da técnica impõe uma resposta de atualização constante de segurança por parte da Apple e das plataformas envolvidas.
A Apple indicou que as vulnerabilidades foram corrigidas ao longo de vários anos através de atualizações de segurança. A empresa não disponibilizou declarações adicionais neste momento. A Reuters confirmou a posição da Apple, sem comentários imediatos a novas perguntas.
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