O Sport Lisboa e Benfica debate, entre medidas de equilíbrio financeiro e estratégias desportivas, o investimento nas modalidades sem pavilão. O tema voltou a ganhar expressão após declarações de Fernando Tavares, antigo vice-presidente do clube, sobre a gestão dessas modalidades.
Tavares defende um rumo mais cirúrgico e responsável para as modalidades que não utilizam pavilão, defendendo reduzir o foco em equipas coletivas de pista e priorizar a elite de atletas de cross e estrada. A ideia é deslocar a aposta para o âmbito olímpico e da pré-competição olímpica, mantendo a pista apenas como apoio a esse objetivo maior.
Segundo o ex-dirigente, a direção do Benfica sempre encarou de forma diferente o investimento entre modalidades com e sem pavilão. Avisa que o caminho contrário, com maior aposta na pista, pode comprometer “ideais ecléticos” do clube e pressionar o orçamento de modalidades com pavilão, que já recebem reforço significativo.
O texto, publicado no LinkedIn, reforça que não está em causa abandonar a pista por completo, mas reduzir o investimento a uma função estratégica ligada ao desenvolvimento de atletas de elite, com potencial mediático e capacidade de captar patrocínios. O autor sustenta que o foco atual deve manter o pavilão como prioridade orçamental do clube.
O Benfica tem, de facto, já valorizado modalidades sem pavilão, incluindo o reforço de equipas femininas. A discussão atual procura equilibrar o financiamento entre áreas com pavilão e sem pavilão, evitando dispersão que possa afetar o desempenho global do clube.
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