O julgamento relativo ao caso de doping envolvendo a extinta W52-FC Porto fica definido para esta terça-feira, com os 26 arguidos a conhecerem o desfecho. O Ministério Público pediu penas suspensas para os arguidos, desde que indemnizem a Federação Portuguesa de Ciclismo, alegando que ficaram provados todos os factos descritos na acusação. O processo remonta à operação Prova Limpa, realizada em abril de 2022, que visou várias regiões do país.
Durante a operação foram apreendidas centenas de seringas, agulhas e material para transfusões, bem como substâncias dopantes como betametasona, somatropina e insulina. Os arguidos respondem por tráfico de substâncias e métodos proibidos, com 14 deles também acusados de administração de substâncias e métodos proibidos.
Entre os arguidos encontram-se o ex-diretor desportivo Adriano Quintanilha, o administrador Nuno Ribeiro e o adjunto José Rodrigues. O MP apontou Quintanilha, Ribeiro e Hugo Veloso como os principais mentores e responsáveis pelo esquema de dopagem na equipa. Ribeiro e Quintanilha apresentaram versões contraditórias, enquanto Veloso atuava como contabilista da equipa.
Desfecho do julgamento
A acusação aponta que diversos ex-ciclistas da W52-FC Porto admitiram o recurso a dopantes e a transfusões sanguíneas desde 2020, sugerindo uma prática disseminada no ciclismo nacional. O caso envolve também outros nomes como João Rodrigues, Rui Vinhas e Ricardo Mestre, todos já campeões da Volta a Portugal em anos distintos. O Ministério Público reconhece a complexidade em fixar as penas, dada a gravidade dos delitos e o facto de muitos arguidos serem primários.
A W52-FC Porto destacou-se no pelotão nacional entre 2016 e 2021, vencendo a Volta a Portugal, ainda que edições subsequentes tenham ficado sem vencedor devido a sanções por dopagem de alguns atletas. O desfecho desta audiência é aguardado com expectativa para o desfecho do caso e as eventuais implicações disciplinares.
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