O regime iraniano anunciou que manterá o Estreito de Ormuz fechado, em resposta ao primeiro discurso de Mojtaba Khamenei desde que foi escolhido líder supremo. A decisão foi comunicada pela Guarda Revolucionária, via comandante da sua marinha, Alireza Tangsiri, nesta quinta-feira, após o pronunciamento do líder. O objetivo declarado é enfrentar o agressor com severidade.
Khamenei afirmou na televisão estatal que o estreito deve permanecer encerrado. O anúncio ocorre num contexto de escalada após ataques aéreos atribuídos ao Irão, que impactaram o tráfego de navios e contribuíram para a paralisia parcial do transporte de petróleo pela rota estratégica. A Guarda Revolucionária reagiu com promessas de ações contra alvos inimigos.
O tráfego no Estreito de Ormuz, que liga o petróleo mundial, foi amplamente afetado desde o início da ofensiva conjunta de EUA e Israel, no final de fevereiro. Segundo informações divulgadas, o homem considerado o líder supremo foi morto no primeiro dia dos bombardeamentos, e o seu herdeiro, escolhido recentemente, ficou ferido. O paradeiro permanece incerto.
Repercussões e clima regional
Fontes ligadas ao regime indicam que o novo líder apelou à região para encerrar bases militares norte-americana e expressou apoio a grupos próximos ao eixo da Resistência. Após o pronunciamento, as Forças Revolucionárias afirmaram ter lançado ataques contra alvos israelitas e norte-americanos, em homenagem ao líder e à família.
O Presidente norte-americano indicou que a subida dos preços do petróleo continuará a ser uma consequência da guerra e reiterou o objetivo de conter o programa nuclear iraniano. Enquanto o conflito persiste, o mercado de crude tem mostrado volatilidade, com reservas estratégicas a serem utilizadas para mitigar quedas abruptas de oferta.
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