Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira, que a administração vai recorrer à reserva estratégica de petróleo dos EUA para tentar baixar os preços da gasolina, que subiram devido à tensão no Médio Oriente. A declaração foi dada durante uma entrevista à WKRC Local 12, em Cincinnati.
O Presidente norte-americano disse ainda que vai libertar parte da reserva e depois voltará a enchê-la, sem indicar quantos barris serão libertados. Crítica recorrente à gestão de Joe Biden, Trump lembrou que as consequências da crise são temporárias e prometeu normalizar os mercados em breve.
Trump afirmou que o preço do crude vai cair mais do que o previsto, e que os mercados se mantêm estáveis. A entrevista foi divulgada pela Fox News, num tom de Otimismo quanto à evolução dos preços da energia.
Ação internacional no mercado: 32 países associaram-se para libertar 400 milhões de barris das reservas de emergência da Agência Internacional de Energia, para atenuar perturbações provocadas pela guerra no Médio Oriente e pelo encerramento do Estreito de Ormuz.
Portugal anunciou também medidas: o Primeiro-Ministro Luís Montenegro disse que Portugal disponibilizará, em princípio, 10% das reservas estratégicas para aumentar a oferta e conter os preços dos combustíveis.
No cenário económico, o petróleo Brent e o WTI registaram subida de cerca de 5% durante a tarde, em meio a elevada volatilidade e a contínuas flutuações do custo da energia.
Os atuais conflitos envolvendo os EUA, Israel e o Irão provocaram a suspensão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e que responde por uma parte significativa do petróleo mundial.
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