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Notícias falsas da Euronews alimentam desinformação sobre a guerra Oriente Médio

Campanha de desinformação ligada a atores pró-russos usa vídeos manipulados da Euronews para difundir alegações falsas sobre o Médio Oriente, visando o Ocidente e a Ucrânia

Vídeos falsos da Euronews publicados nas redes sociais
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A Euronews tem sido alvo de vídeos manipulados que se apresentam como produções reais da estação, usados numa campanha de desinformação associada a atores pró-russos. O objetivo é desacreditar o Ocidente e a Ucrânia, explorando a crise no Médio Oriente para promover narrativas não relacionadas com o conflito.

Investigadores do coletivo Antibot4Navalny ligam a operação Matryoshka a campanhas coordenadas de difusão online, visando Kiev e países ocidentais. Embora não seja centrada apenas no Médio Oriente, a desinformação utiliza esse cenário para inserir ataques a governos ocidentais, bem como para apresentar ucranianos como criminosos.

Alegações sobre o Dubai

Um vídeo manipulado sugere que ucranianos teriam saqueado lojas e joalharias no Dubai, usando imagens de um ataque a um hotel de luxo. A voz do jornalista na peça foi alterada com tecnologia de clonagem de voz, de modo a parecer uma reportagem original da Euronews.

Alegações sobre detenções

A peça falsa afirma que 19 ucranianos foram detidos após os saques, alegando coordenação via WhatsApp. Não existem provas que sustentem tais alegações, segundo a verificação independente.

Alegações sobre o primeiro-ministro arménio

Outra manipulação acusa Nikol Pashinyan de possuir propriedades nos Emirados Árabes Unidos, sugerindo valores elevados. A secretária de imprensa negou publicamente qualquer propriedade de Pashinyan no estrangeiro e classificou as informações como fabricadas.

Esclarecimentos oficiais

Nazeli Baghdasaryan reforçou que não existem propriedades de Pashinyan nos Emirados Árabes Unidos nem em outro país. Acrescentou que os números apresentados são falsos e que há um objetivo político de desacreditar o chefe de governo antes das eleições de junho de 2026.

Conflito no Médio Oriente como terreno de desinformação

Fontes apontam para uso de marcas de meios reconhecidos por parte de atores maliciosos, com relatos atribuídos a Euronews, Le Point ou USA Today. Vários clipes recorrem a técnicas de adulteração de áudio e imagem para criar falsa credibilidade.

Contexto e padrão de campanhas

A campanha envolve a reprodução de reportagens falsas associadas a grandes órgãos de comunicação social, com o objetivo de influenciar a opinião pública. Mediaport e várias entidades filo-arménias já tinham divulgado conteúdos idênticos ou similares noutras ocasiões.

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