Na madrugada de sexta-feira, 6 de Março, o narrador descreve acender um fogo àquela hora imprópria, lembrando que as lareiras podem indicar o tempo. O texto vincula esse momento a um alerta de condições adversas que se ativou à mesma hora.
Segundo o relato, o alerta laranja incidia sobre o mar e a atmosfera, com vento constante ao longo do dia e sensação térmica de 1°C, devido a rajadas de até 58 km/h. O Tejo encontrava-se escuro, descrevendo-se como distante e imerso em trevas.
A crónica reporta a morte de António Lobo Antunes, aos 83 anos, apresentada como evento central. O autor, que viveu longos anos em Angola, é retratado por meio de memórias e experiências de guerra, incluindo referências a uma conversa sobre o tema com várias entidades da comunicação social. O texto descreve, de forma pessoal, ligações recebidas de estações de rádio e de imprensa para partilhar a notícia, bem como a proximidade entre Antunes e o narrador na relação de amizade e trabalho.
A peça oferece ainda visão sobre a relação entre o escritor e o meio literário português, incluindo referências ao amigo José Cardoso Pires e à influência recíproca entre ambos. O tom mantém-se factual, apenas relatando episódios e memórias sem emitir juízos ou opiniões. A narrativa encerra com votos de apreço pela memória de António Lobo Antunes e pelos seus legados literários e pessoais.
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