Bostjan Nachbar, ex-jogador da NBA e hoje diretor da Associação de Jogadores da Euroliga (ELPA), marcará presença em Lisboa numa conferência organizada pela Universidade Europeia. O tema central é a representatividade dos atletas e a proteção dos seus direitos, na próxima segunda-feira, entre as 19h e as 22h.
O Auditório 1 – Oriente Green Campus recebe Nachbar, que abrirá a sessão com perspetivas sobre representatividade e direitos na Europa. Seguirá uma mesa redonda sobre o papel das organizações na proteção e valorização dos atletas, com participação de docentes da universidade e do presidente da Associação de Jogadores de Basquetebol.
Antes de chegar a Portugal, o ex-international esloveno já falara do basquetebol europeu e português, assim como de Neemias Queta e Luka Dontič, em tom de análise sobre o contexto atual da NBA e das ligas do continente.
Representatividade e direitos dos atletas
Nachbar considera o tema crucial e sublinha a importância de partilhar experiências entre associações, indústria e atletas. A ELPA tem desenvolvido passos relevantes nos últimos oito anos, segundo o convidado.
O dirigente elenca os maiores desafios que enfrenta: crises globais impactam o desporto, como a Covid-19, a guerra na Ucrânia ou conflitos no Médio Oriente, que exigem relocalizações de equipas e saída de jogadores de zonas de risco.
Outro foco é melhorar as condições para os jogadores na liga, o que exige negociações com clubes e ligas para evoluir em benefício individual e coletivo.
Basquetebol em Portugal e o papel de Neemias
Nachbar recorda que Portugal não possui equipa na Euroliga, mas reconhece o crescimento do basquetebol no país e destaca a presença de uma estrela que motiva as novas gerações. A passagem por Portugal, incluindo um NBA Jr. Camp, é valorizada pelo ex-jogador.
Sobre Neemias Queta, o destaque recai na evolução do jogador na NBA e na importância de manter o seu aproveitamento em equipa competitiva. A presença de Queta pode impulsionar o basquetebol português a níveis superiores.
Olhar à Eslovénia e ao futuro
O entrevistado aponta que a Eslovénia, apesar de ser um país pequeno, tornou-se potência no basquetebol europeu graças a gerações com base na Jugoslávia antiga e à exportação de talentos para ligas fortes, incluindo a NBA. Portugal pode seguir caminho semelhante, reforçando escolas e formação.
Quanto a Luka Dončić, Nachbar aponta que o sucesso dele depende do equilíbrio entre talento individual e a construção de uma equipa capaz de competir pelo título nos Lakers. O ex-jogador observa que a NBA continua muito competitiva e aberta.
Observações finais sobre o panorama atual
A conversa evidencia que o basquetebol europeu, apesar de enfrentar diferenças de tamanho de mercado, oferece talento sólido e nível competitivo alto. A conferência em Lisboa pretende partilhar modelos de proteção de direitos e de desenvolvimento de atletas entre continentes.
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